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sábado, 18 de maio de 2013

Cirurgia de Angelina Jolie reduz em 95% chance de aparecimento do câncer de mama hereditário



A atriz americana Angelina Jolie, de 37 anos, se submeteu em fevereiro deste ano a uma cirurgia para a retirada dos dois seios quando descobriu que tinha um gene que, quando mutado, aumenta significativamente o risco da mulher ter câncer de mama. Segundo a geneticista Maria Isabel Achatz, diretora de Oncogenética do A.C.Camargo Cancer Center, o procedimento, chamado de mastectomia redutora de risco, é uma das maneiras de reduzir o risco da doença.
— Como a cirurgia retira a maior parte do tecido mamário, há uma redução de 95% de o câncer de mama aparecer. Apesar de o índice ser alto, a mastectomia não garante proteção total contra a doença. Outra maneira de prevenir o quadro é acompanhamento médico rigoroso e intensivo, a cada seis meses, para um diagnóstico precoce.
A médica explica que o histórico familiar de câncer da atriz — sua mãe lutou contra um tumor no ovário por dez anos e morreu aos 56 anos — associado a uma mutação genética foram alguns dos possíveis critérios que colocaram Jolie no grupo de risco. Segundo ela, a falha no gene BRCA1, detectada por meio de exame de sangue, aumenta consideravelmente as chances de a atriz desenvolver câncer de mama e ovário.
— Essa falha significa que a atriz, como como qualquer outra mulher da população, não tem proteção contra estes cânceres. O gene falho seria a senha errada do cartão de crédito, ou seja, não funciona.
De acordo com um artigo publicado nesta terça-feira (14) no jornal americano The New York Times, Angelina teria um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e de 50% de ter câncer de ovário.
Com a cirurgia, explica a médica, a atriz teria apenas 5% de chance de um possível diagnóstico de câncer de mama ao longo da vida, mas ela reforça que o procedimento precisa ser sempre muito bem avaliado pela equipe médica.
—Toda cirurgia envolve riscos, sem contar que é fundamental o acompanhamento psicológico porque a retirada do seio pode causar um impacto enorme na vida da paciente.
Após o procedimento de retirada do seio, Maria Isabel lembra que a paciente é submetida a uma cirurgia plástica para a reconstrução mamária.

Câncer de mama no Brasil
O Inca (Instituto Nacional do Câncer) prevê mais de 52 mil casos de câncer de mama em 2013, ou seja, 52 diagnósticos a cada 100 mil mulheres. O câncer de mama é o segundo tumor mais frequente no mundo e a segunda causa de morte entre as mulheres brasileiras, perdendo apenas para as doenças cardíacas.
O presidente da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia) Carlos Alberto Ruiz ressalta que o diagnóstico precoce ainda é o melhor caminho para a prevenção da doença.
— A detecção precoce também pode levar à preservação dos seios na cirurgia de retirada do tumor.
O médico garante que a mamografia é o exame mais preciso na identificação dos tumores precocemente e deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos.


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