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terça-feira, 31 de julho de 2012

Pirâmides do Egito podem ser destruídas em nome do islamismo

Um artigo da revista online FrontPage está causando polêmica na última semana. Ele traz algumas traduções de notícias em árabe que supostamente indicam que os salafitas têm planos para demolir as Grandes Pirâmides do Egito, um esforço para exterminar o que chamam de “símbolos do paganismo”.
O xeque sunita e Presidente da Unidade Nacional do Bahrein, Abd al-Latif al-Mahmoud, teria pedido ao novo presidente do Egito, Muhammad Morsi, para “destruir as pirâmides e realizar o que Amr bin al-As não conseguiu”.
Amr foi um aliado de Maomé, fundador do Islã, que invadiu o Egito em 641 e começou a destruir artefatos egípcios. Existe um debate histórico sobre a exatidão de tais relatórios, mas alguns historiadores muçulmanos lembram que Amr bin al-As, seguindo o comando do califa Omar,  destruiu a grande biblioteca de Alexandria, tida como um centro de conhecimento para o mundo antigo.
No entanto, ele não teve tecnologia para destruir as estruturas piramidais maciças na época. Contudo, a facção dos salafitas dizem que hoje em dia já existem maneiras para fazer isso. Segundo uma matéria do jornal inglês Daily Mail, uma sugestão é desfigurar  as pirâmides, provocando a destruição total do passado pagão do Egito, que foi iniciado sob o reinado do primeiro conquistador islâmico do país.
Os principais argumentos são exemplos contemporâneos de vários países africanos e do Oriente Médio de maioria muçulmana que destruíram o passado de seus ancestrais. Os líderes deveriam ver-se como parte de uma grande comunidade islâmica, e não apenas como membros de diferentes nações.
“Grande parte desse ódio por sua herança pré-islâmica está ligado ao fato de que, tradicionalmente, os muçulmanos não se identificam com esta ou aquela cultura, nação, ou língua, mas apenas com o mundo islâmico”, afirma o artigo. “Sendo assim, enquanto muitos egípcios – muçulmanos e não muçulmanos – se vêem em primeiro lugar, como egípcios, os islâmicos não têm identidade nacional, identificando apenas com membros da cultura islâmica, baseadas nas sunas do profeta e usando a linguagem do Islã, o árabe”, afirma o jornal.
Este sentimento foi claramente manifestado quando o ex-líder da Irmandade Muçulmana, Muhammad Akef, declarou “para o inferno com o Egito”, indicando que os interesses de seu país são secundários ao do Islã.
A grande dúvida é se o atual presidente, eleito pela Irmandade Muçulmana do Egito, é “fiel” o suficiente e estaria disposto a completar o processo de islamização, que começou sob as mãos do primeiro conquistador do Egito islâmico. Ainda mais quando existem registros que os salafitas egípcios estão pedindo que Morsi expulse  todos os xiitas e os bahá’ís do Egito .
Para o historiador Daniel Pipes, a história está repleta de exemplos de muçulmanos que destruíram seu patrimônio, desde o próprio profeta Maomé, que derrubou o templo Saudita de Ka’ba, transformando-o em uma mesquita. Há relatos também de muçulmanos na Índia Medieval destruindo templos de seus antepassados e muçulmanos contemporâneos destruindo patrimônio não-islâmico no Egito, Iraque, Israel, Malásia e Tunísia.
Talvez o caso mais famoso sejam as estátuas de Buda destruídas no Afeganistão pelos talibãs 10 anos atrás. Atualmente, o Tribunal Penal Internacional entende que há um possível “crime de guerra” em andamento, pois extremistas islâmicos estão  destruindo o patrimônio histórico da cidade de Timbuktu, no Mali, em nome do Islã.  Segundo os rebeldes, os templos contrariam a sharia (lei islâmica) por “promover a idolatria” e conter, em seu interior, túmulos de antigos líderes religiosos.
Traduzido e adaptado de Frontpagemag, Christian Post e Jihad Watch

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